Tributos e crise na Petrobrás tornaram ainda mais caro o litro do combustível no Brasil

Nos últimos anos, o valor de combustíveis como o diesel tem sofrido grandes variações. Infelizmente, no Brasil, ainda são alvo de uma série de impostos e tributos, que a cada dia aumentam o seu preço.

Apesar do valor do barril do petróleo estar em baixa histórica no mercado internacional, quem controla o refinamento e a distribuição do produto no Brasil é a Petrobrás. Em função disso, a empresa tem buscado compensar as perdas do passado, aumentando o valor dos combustíveis no Brasil.

Os outros fatores são os tributos constituintes do valor final dos combustíveis, tais como: o PIS, o Cofins, o ICMS e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Ao mesmo tempo que o Governo impõe esses impostos na tentativa de estabilizar a situação econômica do país, influi diretamente no setor de transportes, que realiza a distribuição de todas as cadeias econômica e acaba inflacionando os produtos.

 

Diesel, o combustível das frotas

O diesel, derivado do petróleo, é o principal combustível utilizado pelas empresas de frotas de veículos pesados de grande porte, pois é o que menos afeta o setor financeiro. Este combustível é utilizado em motores de combustão interna e ignição por compreensão, que nada mais é do que motores ciclo a diesel. Porém é o combustível que mais afeta a saúde da população em função dos componentes químicos, sendo um deles o enxofre, principal causador de doenças cancerígenas. Apesar de ser visto como um “vilão” para a saúde das pessoas e do meio ambiente é um dos combustíveis mais seguros, pois previne incêndios e perigo de fogo em temperaturas normais. Quando exposto a altas temperaturas e pressões ele pode acabar se tornando inflamável, por isso é necessário que os veículos tenham monitoramento e manutenção.

Hoje, com o crescimento contínuo da tecnologia o diesel está cada vez mais econômico e emitindo menos poluição para o meio ambiente em função do surgimento de novas fórmulas que estão sendo produzidas. Já podemos notar esta evolução com o surgimento desses novos tipos de diesel no mercado, como o S-1800, S-500, S-50 e o S-10. Cada tipo de combustível tem um teor de enxofre, por isso recebem números diferentes no nome. Com a baixa do enxofre na produção do diesel chegamos a fase P-7, que segundo a Conama é um nível significativo de redução da emissão de poluentes.

 

O diesel no Brasil

Atualmente existem dois tipos de Diesel que são mais comercializados no Brasil: o S-500 e o S-10. Eles diferem em composição e também em preço: o S-10 é, em média, 15 centavos mais caro que o S-500.

O S-10 é considerado um combustível premium, pois sua fórmula facilita a partida do veículo em dias frios, reduz os resíduos que vão para o motor e a poluição do meio ambiente. Segundo a Petrobrás, o S-10 é um produto que busca à paridade entre os preços do mercado interno brasileiro e os valores internacionais, o que acaba deixando o valor ligeiramente mais alto que o normal, mas que defende o consumidor da volatilidade de preços do mercado internacional. A fonte oficial também lembra que cabe aos revendedores determinar o preço do combustível nos postos.

 

Alto custo prejudica saúde financeira das transportadoras

Se nos colocarmos no lugar de um gestor de frota, a entrada do S-10 no mercado, apesar de benéfica para o meio ambiente, gerou muitas complicações. O combustível (essencial para o funcionamento de veículos fabricados a partir de 2012) é mais caro e necessita a utilização conjunta do reagente ARLA-32, que incluiria mais um gasto na sua conta.

Ao mesmo tempo que surgiu esse novo problema para as transportadoras, surgiram novas oportunidades de modernização na operação logística. Uma das atitudes tomada por muitas transportadoras foi investir em softwares de gestão logística, visando utilizar as melhores rotas e ter controle total do tráfego de seus veículos.

 

Solução para potencializar sua empresa

A opção que mais potencializa a economia com combustíveis, é o abastecimento interno. Com essa operação, pequenas e grandes transportadoras adquirem os combustíveis que necessitam diretamente das grandes distribuidoras ou de uma Transportadora Revendedora Retalhista (TRR). Em comparação ao abastecimento nos postos, o litro do diesel custa em média 25 centavos menos com o abastecimento interno. Porém, para que o modelo seja eficiente, é necessário que a transportadora invista em um sistema de controle de abastecimentos, onde o gestor da frota tenha uma média de consumo dos veículos e um relatório de todos os abastecimentos da empresa, de forma automática. Com esses dados será possível que o mesmo implante projetos na sua empresa, como por exemplo, premiar motoristas que economizarem mais durante o mês. Assim, além da premiação eles poderão realizar uma boa direção e seguir rotas mais rápidas.