O setor de transportes é a atividade logística mais importante para muitas indústrias, uma vez que absorve, em média, de um a dois terços dos custos com logística de transporte. Nos últimos anos a evolução da operação de transporte sofreu um aumento significativo em termos de competitividade, devido ao grande número de novas empresas e a concorrência de autônomos, que por sua vez, apresentam uma estrutura menor e um nível de serviço mais baixo, o que favorece a oferta de um menor preço. Como resultado da acirrada concorrência os valores de fretes praticados vêm decrescendo quando comparados a outros serviços oferecidos, o que afeta o estabelecimento das margens de lucro.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) quase dois terços do faturamento das empresas transportadoras ficam comprometidas, representando 20% com a manutenção dos caminhões e carretas, 19% com despesas de pessoal, 14% com combustíveis e lubrificantes e 10% com material de consumo. O conhecimento exato dos custos dos produtos e serviços, o controle dos custos dos processos e a medição coerente do desempenho se tornam de grande importância no setor de transporte. Neste post você saberá quais os principais passos no estabelecimento da margem de lucro e como calcular margem de lucro. Confira! 

Defina os itens de custos

Antes de qualquer decisão é preciso que todos os itens de custos do transporte sejam definidos, o que auxilia no processo de formação do preço do produto e/ou serviço, além do estabelecimento da margem de lucro. Entre eles, como exemplo, pode-se citar: depreciação dos veículos, seguro do veículo, custos administrativos e custos variáveis com combustível, manutenção da frota de transporte, lubrificantes, pneus, etc.

Classifique os itens de custos fixos e custos variáveis

Assim como outros setores da economia, os custos de transportes também podem ser subdivididos em fixos e variáveis, estando relacionados ao volume de serviços. Neste caso, fazem parte: distância percorrida pelo veículo, tempo de ocupação que foi realizado o trajeto, quantidade e peso transportados e a receita.

No caso dos custos variáveis estes estão relacionados em função do volume de serviço, dos quais se enquadram o consumo de combustível, a manutenção do veículo e a troca de pneus. O custos fixos representam aqueles que não variam de acordo com o volume de serviço, como é o caso dos salários e encargos com motoristas e ajudantes, seguro do veículo e da carga e a remuneração do capital pelo mercado.

A forma como os custos fixos e variáveis podem ser identificados também pode variar, alguns podem ser facilmente identificados em relação ao objeto de custeio ou unidade de custos, no qual envolve filial, matriz ou mesmo frota de transferência, sendo assim conceituados como custos diretos, como exemplo aqueles decorrentes com consumo de combustíveis ou pneus, além dos salários com motoristas. Já no caso daqueles custos que não são facilmente identificados e, por consequência, são conceitualmente chamados de custos indiretos, como exemplo, gastos com almoxarifado em relação à frota e a depreciação do prédio utilizado como garagem para os caminhões.

Calcule o custo de cada item

É imprescindível que cada veículo tenha seus custos unitários calculados. Essa etapa possibilita que  o gestor de transportes conheça o custo da rota de coleta ou entrega de mercadorias, principalmente por empresas que possuem carretas e trucks.

É preciso que haja um rigoroso controle de quantos km foram rodados por litro de combustível, a chamada “média do veículo”. É por meio dele que poderá ser possível saber se o veículo está regulado e os pneus calibrados, se o motorista está mantendo a rota e dirigindo em conformidade ou até mesmo parar o veíclo e colocá-lo em manutenção.

Defina os custos das rotas

Uma vez realizado o cálculo dos valores unitários de todos os itens de custos basta agrupar os custos fixos e dividi-los pelas horas trabalhadas, obtendo assim o custo fixo por hora e os custos variáveis dividi-los pelos quilômetros percorridos para se obter o valor por km. Depois destes cálculos basta apenas distribuí-los às rotas realizadas.

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